A graça de Deus que transforma vidas no caminho errado
Ao contemplar o caminho de Damasco, percebo-me em Saulo. Eu também caminhava seguro em meus próprios conceitos, talvez religioso, talvez “correto” aos meus próprios olhos, mas distante de Cristo. A graça de Deus que transforma vidas não esperou que eu O buscasse; foi o próprio Senhor quem veio ao meu encontro, como luz que interrompe a rota do pecado. Ele não viu em mim mérito algum, apenas miséria espiritual, e mesmo assim decidiu amar-me.
A graça que revela a minha verdadeira cegueira
Saulo caiu por terra e ficou cego três dias; assim também a graça me mostrou que, antes de Cristo, eu enxergava o mundo, mas não via a Deus. Nos silêncios que Ele permite, no jejum de muitas seguranças, o Espírito Santo revela o peso do meu pecado, a vaidade da minha justiça própria e a dureza do meu coração. Quando Deus remove as escamas da incredulidade, começo a ver Jesus como Salvador, e não mais como ameaça ao meu conforto.
A graça que me chama de irmão e cura meu coração
Ananias entra na casa e chama aquele antigo perseguidor de “irmão Saulo”. Que evangelho glorioso é esse, que faz inimigos sentarem-se à mesma mesa! Em Cristo, descubro que não sou apenas perdoado; sou acolhido, inserido na família da fé, tratado com uma generosidade que não mereço. A graça não só apaga o passado, mas cura feridas, reconcilia relacionamentos e faz de mim parte de um povo remido.
A graça que envia ao serviço e sustenta no sofrimento
O mesmo Saulo que perseguia agora é enviado como instrumento escolhido. Em Cristo, não fui salvo para ficar parado, mas para servir: em casa, na igreja, no trabalho, onde Ele quiser. Ele me avisa que haverá sofrimentos, mas também me promete estar comigo até o fim. Que hoje eu siga firme nessa jornada de devoção diária, certo de que a mesma graça que me encontrou no pecado me sustentará até eu chegar à glória.